Bem-vindo... vamos veztiburlar?

Ao se criar o título-tema desse espaço virtual, exercitou-se a prática do neologismo, criando um vocábulo novo com a junção de outras palavras.

A idéia inicial partiu da necessidade de divulgação de notícias sobre  o concurso vestibular para alunos terceiranistas do Colégio Municipal Rui Barbosa, da cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, onde se desenvolve a Orientação Educacional.

Para o surgimento de VEZTIBURLAR, primeiro questionou-se a etimologia do termo que há muito tempo tomou um significado estarrecedor para o jovem estudante, tal qual um "rito de passagem" para uma outra dimensão acadêmica, escolar. Dessa investigação sobre a formação original do termo vestibular, encontrou-se "Tal palavra vem do Latim VESTIS, “roupa, veste”. VESTIBULUM, um diminutivo, era uma peça na entrada da casa onde as pessoas retiravam roupas de rua (capa, abrigos) ao chegarem ou as colocavam antes de sair. Passou a designar a entrada de prédios. Da noção de “entrada” passou a indicar também a “entrada” no ensino superior".¹

Algum desavisado poderá interpelar sobre a postura de um Orientador Educacional incentivar alunos a burlar; senão vejamos: entende-se que o vestibular, do ponto de vista crítico social, é uma fraude do sistema contra os estudantes das classes menos favorecidas economicamente. A Universidade pública já há algum tempo conseguiu, às custas do dinheiro público via órgãos de financiamento de pesquisas (CNPq, CAPES, etc), alcançar o status de qualidade, que aguça a volição dos jovens das classes média e alta em ter acesso a ela (vide estacionamentos dessas IES). Assim, entende-se que o sistema lesa o estudante pobre. Desta maneira, o incentivo à burla não vai além de mostrar-lhe essas artimanhas, dizer-lhe das desvantagens reais que existem em comparação ao jovem da classe média, que tem uma excelente infra-estrutura em relação à construção de conhecimentos, incluindo aí o acesso à cultura variada, que faz a diferença ser maior. Nesse sentido o esforço do aluno da escola pública tem que ser maior, ou seja, ele terá que se desdobrar para conseguir ter acesso à Universidade pública. Quanto à permanência já é uma outra história... complicada e, também, extremamente difícil. Micheu de Certeau (2003)² contribui sobremaneira para nos livrar de más interpretações, quando norteia (vale uma solicitação para melhor adaptação das palavras do autor: onde se lê 'consumidores', leia-se alunos da escola pública) que:

"Em vez de suposta passividade dos consumidores, ele está convicto (e fundamenta com argumentos esta convicção) da criatividade das pessoas ordinárias. Uma criatividade oculta num emaranhamento de astúcias silenciosas e sutis, eficazes, pelas quais cada um inventa para si mesmo uma 'maneira própria' de caminhar pela floresta dos produtos impostos." (2ª orelha)(grifo nosso)

 

O QUE ROLA POR AQUI?

Notícias sobre vestibulares das melhores universidades públicas da Região Sudeste (RJ, SP, MG, ES), dicas para tentar manter a calma na hora "H", entrevistas e algumas idéias de professores, tanto do CMRB quanto de outras instituições, bate-papo com alunos que já estão focados há muito tempo para esse momento, textos sobre o tema desenvolvidos por especialistas das diversas disciplinas e, também, por psicólogos, OEs etc. Cronograma de provas das diversas IES, modelos de provas de concursos anteriores. Informações sobre os diversos cursos e muito mais. 

¹. Disponível em http://origemdapalavra.com.br/palavras/vestibular/ .Acesso e captura em 15.05.2011.

². CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. artes de fazer. 9. ed. tradução de Ephraim Ferreira Alves. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

Novidades

Notícia aos visitantes

15/05/2011 18:21
Caríssim@ visitante, Sempre que eu publicar uma  nova matéria (e olha que são inúmeras e, de certa forma, infindáveis!), se você quiser, poderá ser notificado por e-mail. É só se cadastrar, que o sitema, automaticamente, faz essa tarefa. Assim você fica por dentro de tudo o que rolar por aqui.

Site lançado

15/05/2011 18:20
Nosso novo site foi lançado hoje. É possível afirmar que, com bases em comprovações científicas, nesta faixa etária dos 15 aos 18 anos, o jovem estudante "corta um dobrado", muitas vezes se desconhecendo... reconhecendo... desfalecendo ou chega quase a. É o crescimento físico, mental, é a evolução...